quinta-feira, 18 de janeiro de 2007


Wave
Tom Jobim

Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho

O resto é mar, é tudo que eu nem sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais, a eternidade
Agora eu já sei da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver

Essa canção do Tom, não importa,só instrumental ou cantada, é simplesmente linda!Escutei outro dia, no cd "Equilibrio Distante", de Renato Russo...Bella!!

E eu estava encucada com os versos "Fundamental é mesmo o amor/É impossível ser feliz sozinho" ...É complicado fazer análise de sentimentalidades.E vejo que Tom Jobim era intrinsecamente sentimental, capaz de colocar a alma nas canções.E acho desconfortante imaginar o que ele queria dizer nesses versos.Prefiro discorrer acerca do que eu acho que esses versos dizem pra mim.É,poesia tem disso mesmo, cada pessoa imagina uma coisa e, quando o poeta não está mais entre nós, fica complicado saber ao certo o que ele queria com aquilo que disse.Pois bem. Essa canção é mágica, fala de amor, algo que precisa ser cultivado cada vez mais,não importando em que grau ou tonalidade.É preciso amar.E só.

Sei que tudo aí pode remeter a um amor entre casais -homem e mulher- e etc[é, sem preconceitos].Mas eu vou além,porque acho que amar independente de ser um amor dehomem e mulher, de mãe, de filho, de amigo, de bicho e outras milongas mais.E,partindo desse pressuposto, o "é impossivel ser feliz sozinho", pode ser expandido para os vários tipos de 'estar sozinho'.Existindo qualquer tipo de amor acima citado, eu digo que alguém pode sim ser feliz, mesmo que não esteja 'enrolado' com ninguém.Sabe por quê? Porque se fosse o contrário, uma pessoa sem namorado/noivo/marido seria a pessoa mais infeliz do mundo por não ter um 'cobertor de orelha' pra dividir a sorte e os revéses! Daí posso inferir que podemos receber e dar qualquer tipo amor, sob várias formas e aspectos...

Sendo assim, realmente o amor é fundamental,porque se estamos na profissão que não amamos, no casamento morno que não queremos, no namoro insosso que não estimula, na família que não apóia, realmente é impossível ser feliz sozinho. E ninguém é uma ilha, como diz o clichê.

Quando nos sentimos sozinhos, seja qual for a solidão, sentimo-nos um pouquinho menos amados...

E, deletando tudo isso que eu disse, resta a canção, que por si só já nos deixa um pouquinho mais amados... ;)

angel.

2 comentários:

luiz, inspirado e viajando na maionese disse...

é, e antes disso tudo tem que amar a si mesmo. Nós não amamos uma coisa. Nós amamos amar a essa coisa, porque só podemos ter controle sobre nós mesmos. se não se ama a si mesmo, como pode se amar a outra coisa?

Talvez falando assim pareça egoísta. Mas amar algo unicamente e pra sempre, feito os grandes poetas, mesmo que admirável não seria mais egoísta ainda? Impedir o resto do mundo de compartilhar esse amor não seria meio que tirânico?


ps: trilha sonora boa, hoje...rs

Evan disse...

hehehehe Tom Jobim...

nosso maestro soberano... o Antonio brasileiro.

ahhh, nem vou falar de amor... já tenho falado tanto rsrsrs...

Beijos,

Evan.