sábado, 10 de março de 2007

HÁ DIAS

Como o título acima, há dias não escrevo nada muito consistente,denso.Na verdade nem esse texto aqui tem tal pretensão.Mas acordei com vontade de escrever,escrever.Não sei bem o que acontece comigo,mas em alguns dias do mês me vem esse sentimento da escrita.Tenho que exercitar o meu lado de escritora 'que ninguém lê'. É, porque não divulgo meu blog.Ele sempre é descoberto por acaso.Tudo que faço é escrever como válvula de escape; uma forma de treinar minha escrita e lançar no papel minhas idéias,muitas vezes mirabolantes!

Pois bem. Eu descobri há muito tempo que tenho 'feeling' para captar as entrelinhas da fala das pessoas.Muitas vezes eu nem comento,guardo pra mim.Isso na maioria das vezes.Tenho buscado abstrair tudo para não me estressar diante de certas situações.Ontem mesmo quase saí da linha em função de uma fala de alguém em comentário sobre uma pessoa que gosto muito.E esse alguém teceu um comentário tão insignificante que nem quis retrucar. E o pior: nem conhece a pessoa como eu conheço!Daí,dentro de mim veio um sentimento de repulsa,de tristeza,porque essa pessoa que fez o comentário é minha amiga.Há dias que eu queria falar sobre os pré-conceitos.Detesto quando alguém tira conclusões acerca de uma pessoa tomando como referência uma frase ou até mesmo um comentário que essa pessoa fez sobre seu gosto musical,mesmo que seja duvidoso.Aliás, cada um que goste do que quiser.

Simplesmente detesto pré-conceitos.Hoje eu sinto liberdade pra dizer sobre tudo que gosto,tudo que penso,sem medo de represálias ou desconfianças.Sei do que gosto,do que quero e do que não quero.Acho de uma bestialidade essas pessoas que tentam criar uma imagem,um esteriótipo de intelectual sem ao menos ser.Tudo com medo de rejeição;nunca fingi gostar de tal coisa só pra ser aceita.Tenho nojo daquelas pessoas que fingem, que querem parecer algo que não são, que forçam a barra para aparentar uma outra pessoa.

Sinto-me livre,sabe?Gostaria que as pessoas tivessem essa liberdade,de dizer e fazer realmente o que gostam.Quando não nos sentimos realmente maduros,conscientes de nosso papel na sociedade, temos o desconforto de permancer tímidos,retraídos diante de algumas situações.E isso é péssimo! Ainda tenho alguns receios,confesso.Nunca consigo dar uma resposta dura a ninguém.Sempre tento ser doce e paciente.Salvo em situações extremas.Mas conheço pessoas que não são assim, que mal você abre a boca já te olha de lado, já te dá uma resposta ríspida.E, na maioria das vezes, essas mesmas pessoas adoram te deixar em situação vexatória.Eu tenho chegado a conclusão de que não adianta fazer nada,o ser humano é duro e cruel por natureza.Como existem exceções, creio que se salvam uns poucos e bons.

Uma outra coisa interessante é saber que não estamos todos andando em fila indiana.Nossa,eu adoro isso! Sabe por quê??? Porque estamos todos de mãos dadas. E, além disso, o mundo é pequininíssimo! O que você planta aqui,na mão de alguém, pode girar mundo,um dia a colheita é você quem faz.Tudo chega a nossas mãos.Acho isso fantástico,porque vejo pessoas que foram humilhadas por outras em determinado momento da vida e hoje vivem seus louros e aquelas que humilharam estão colhendo as consequências de sua maldade.Quem ler esse texto,com certeza,vai lembrar de alguém que conhece e que encaixa perfeitamente no que eu disse.

Eu sofri muito na minha adolescência.Sempre fui aquela menina boazinha,que apagava o quadro pra professora, que chegava com o dever de casa pronto. E minha mãe nunca me mandou fazer os exercícios.Sempre tive essa responsabilidade.Mas em contrapartida era tímida demais,boba demais.Nunca tinha uma resposta na ponta da língua para poder responder àqueles que me colocavam apelidos.É,tive alguns bem pejorativos ao longo dos meus 14,15 anos.Voltava pra casa chorando.Hoje não vejo mais nenhuma menina, nessa idade, voltando pra casa...chorando!Terminei meus estudos no tempo normal.Ingressei logo na faculdade.Essa sim me ajudou muito.

Fui me descobrir durante o período da faculdade.Alguns professores já me fizeram chorar.E sem pretensão nenhuma, foram sempre os medíocres.Os bons mesmo, os mestres,doutores,sempre me elogiaram.Por isso,quando saí da faculdade,saí com a certeza de que eu posso tudo que quero,porém sempre buscando o conhecimento e ter pé no chão para admitir quando a coisa não vai dar certo.Isso por vários motivos,claro. Vejo,por exemplo, que não estou no meu melhor momento.Quero fazer um curso preparatório pra concurso.Aquele,o bem f*** mesmo, que me dê chances grandes de uma vida estabilizada. Estudos,hoje,estão em segundo plano,por algumas razões que não ouso comentar aqui.

Mas, voltando...cada dia que passa percebo que a maturidade me cerca.E isso é excelente,porque tenho conseguido enxergar vários palmos à frente do nariz.As críticas -de onde surgirem-, não vão me abalar. Tenho consciência do meu papel,da minha integridade enquanto ser humano.E sei que as amizades verdadeiras,que torcem por mim, vão permanecer além de tempo e espaço. E sempre que eu quiser vou falar o que penso mesmo.

O resto? Vai continuar sendo resto.

Um comentário:

Evandro disse...

ooo, amorrr... tão fofa você... meu Deus.

tudo que sonhei para mim

cada vez mais orgulhoso por ser minha mulher.

[quanto ao primeiro assunto do texto... que fique tudo bem logo...rs]

beijos, te amo.