quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"... Eu te amo tanto, como se sempre estivesse te dizendo adeus."

Clarice Lispector, in: Um sopro de vida

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Quanto tempo não escrevo aqui minhas sentimentalidades! Já estamos na metade do mês! Caramba, o tempo tem voado demais, impressionante...

Bem, tenho tido pouco tempo para escrever aqui nos últimos dias e, além disso, algumas coisas que aqui havia postado resolvi deletar. Às vezes acho que falo demais...melhor, escrevo demais! Este exercício da escrita me acalma, deixa meu coração mais zen, mais feliz...mas também mais exposto... Mas mesmo assim, quando posso, vou colocando minhas palavrinhas neste espaço inquietante, onde transbordam minhas idéias, minhas vontades... enfim, minha vida.

E hoje, nesta minha ebulição, falarei sobre esta frase acima, do livro de Lispector, que nos faz pensar em como devemos exercitar mais vezes a sensação da "falta de". É, porque a falta de alguém -muitas vezes especial e outras vezes nem tanto, até descobrirmos a falta que faz-, reporta-nos ao desejo de dizer sempre eu te amo. Pelo menos eu já senti e sinto isso sempre! Acontece sob vários aspectos, não sendo necessariamente um grande amor. Sou extremamente emotiva e sentimentalóide, embora algumas pessoas pensem o contrário...

O ruim disso tudo é que a grande maioria não entende, acha até bobagem. Talvez seja, mas o mais certo é que os que se sentem assim tendem a ser nostálgicos demais! E isso é péssimo.

Pessoas lembram músicas, músicas lembram pessoas. Coisa mais certa, essa.Inúmeras vezes tive vontade de ouvir certas canções porque me lembrava alguém, um momento, uma felicidade. E junto veio a vontade de dizer simplesmente "te amo". Ááááiiiii, como estou piegas hoje! Ah, "que se danem os nós", já cantou Ana Carolina. E foi pensando nisso que muitas vezes esqueci as diferenças, o porquê de sentir isto ou aquilo. O que importa a opinião alheia? Quero mais é dizer eu te amo, mesmo que seja caladinho, baixinho, latente no meu peito. Mas antes de pensarem que estou falando de alguma paixão reprimida ou mal curada, estou falando de sentimentos; estou falando de pessoas que amo, num amor fraternal. Amor é uma palavra que comporta muitas sensações e cabe muitas pessoas: pais, irmãos, sobrinhos, avós, tios, primos, amigos etc. Não falo de sofrimento, falo da sensação de perda que devemos ter sempre na alma, embutida, inerente a todo ser humano habilitado a sentir-se perto de Deus. Sem trocadilhos ou apologias, Deus é amor, e quando se ama, sejam as gentes nossas ou até mesmo o amor à floresta amazônica, estamos cheios de Deus.

E sendo assim, exercitamos mais o adeus. O adeus nos faz amar. Relembre, por exemplo, os muitos "eu te amo" que foram proferidos quando viu alguém partir, seja para sempre ou logo "pralí", numa viagem de férias. Como sentiu saudade, não? Assim devemos nos sentir sempre, amar incondicionalmente, como se estivessemos constantemente dizendo adeus.

E hoje, para quem você diria eu te amo?

Ange.

p.s.: ao som de "Podes falar, Senhor", do Ministério Crianças diante do Trono, que me faz lembrar minhas sobrinhas Anas Luísa e Beatriz. Amo vocês!

Um comentário:

Evandro disse...

oi, meu amor.

não deu tempo de ler tudo...

em casa eu leio, tá? rs

só passando pra dizer duas coisinhas:

1- tô com saudades!!!
2- te amo muitoooooooo!

beijos do seu Evan.