terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Caramba, passei o dia lutando pra encontrar uma crônica ridícula que escrevi há um tempo, mais precisamente há 03 anos!Tava perdida no meu computador,porque não lembrava a senha que havia feito!Isso pra ninguém encontrá-la!Fui descobri-la num disquete perdido entre uns papéis sem importância.Agora, em conversas com um amigo, ele me pede pra publicar no blog!Eu que queria tanto esconder, agora venho aqui expor para sei lá quantas pessoas lerem!

E o mais engraçado que essa crônica tá tão ruim que nem quero terminar.Nela comecei falando em um assunto e pulei pra outro...que horror! Vou postá-la sem um término.Vai como veio ao mundo:pela metade!

E quem quiser,pode esculhambar que eu deixo...mas não muito,senão fico traumatizada e nunca mais escrevo nada...[risos]

...

À noite as coisas não parecem o que realmente são; tudo meio nebuloso e sombrio. Seria como andar com vendas nos olhos! Talvez eu me estranhasse um pouco em meu eu, sem saber o que me passa pela cabeça, algo meio estranho, talvez. Talvez eu nem saiba o que eu esteja escrevendo aqui, talvez quimeras e a insensatez de um uma pessoa meio perdida, sem identidade.
Na verdade o que vim fazer aqui não é auto-retrato; vim aqui pra contestar informações que me chegam das ruas, dos amigos e de pensamentos insanos meus! Já observaram como o ser humano gosta de tudo mais fácil, mais rápido, tudo menos trabalhoso e tudo mais barato? Pois é, eu também gosto de algumas coisas menos trabalhosas, sou humano, pôxa! Gosto de tudo, quase tudo, direis... Só não tenho admitido nos últimos tempos as pessoas folgadas, folgadas mesmo, gente que quer tudo ali, nas mãos, sem o menor pudor em invadir a vida alheia, como um raio de sol que adentra janela afora. Esse pelo menos nos fornece algo...calor, vitamina D...enfim, tem alguma serventia. O folgado não, apenas nos tira da nossa intimidade e nos faz estranhos em nossas próprias casas! Não, não é exagero, é um fato. Às vezes observo algumas coisas e percebo que tudo está tão normal pra todo mundo... menos pra mim. Pode ter certeza que me sinto um pouco fora do ninho, sem chão. De certo é um pouco louco dizer tudo isso, mas é assim mesmo que me sinto. Sinto pena das pessoas folgadas, que nada percebem, ou fingem não perceber, mas todo mundo vê e não contesta porque não adianta, o folgado continuará folgado...eternamente...


É engraçado como comecei a falar das pessoas folgadas...não é bem esse o tema dessa crônica; pelo menos não é bem isso que eu queria falar, mas veio de impulso, como algo latente, pronto pra explodir e deixar claro pra quem interessar possa que eu não suporto gente folgada. Outro dia, só pra ilustrar, estava eu no ônibus lotadaço quando duas senhoras e uma moça entraram na condução cheias de sacolas. Eu cá já estava,sentadinha,com uma bolsa e duas sacolas [cheias de pequenas coisas típicas de quem mora sozinho:leite desnatado em caixinha,biscoito água e sal, margarina, café solúvel e o famoso achocolatado! E mais frutas e verduras,claro]quando pedi pra ajudar as senhoras com suas bolsas,tadinhas, já que sacolejavam pra lá e pra cá a cada curva que o ônibus virava. Simplesmente me deram todas as sacolas e bolsas! Mal consegui segurá-las, em uma viagem de 1 hora e 10min mais ou menos, tendo em vista que moro num bairro longe do centro (hora do rush... argh!). Cheguei em casa com o braço dolorido.Tudo bem, sempre estou disposta a ajudar, mas as senhoras e a moça que me prontifiquei a auxiliar passaram a viagem toda se abanando, despreocupadas com o peso das sacolas.Exageraram. Aliás, não tem um lugar mais concentrado de pessoas folgadas do que em coletivo. E quando alguém reclama ainda escuta um engraçadinho dizer: “ Por que pega ônibus então? Ande de carro...” . Ironias à parte, as pessoas deviam respeitar o limite das outras até mesmo em conduções lotadérrimas [digo de antemão que adoro um superlativo!]. Cortesia nunca é demais.

Ah, e já ia me esquecendo:tava um calor de rachar!Braços vencidos e sapatos que saiam um odor que nem precisa dizer qual...que pecado com meu pobre nariz!

Falando em pecado, já notaram que um pecado puxa o outro? Nunca vi nada igual! Vou dar um exemplo: numa certa feita( esse termo me lembra um professor de Processo Civil que eu tive nos tempos da faculdade) uma amiga me contou que teria uma amiga que estava saindo com o marido da tia.Daí se conclui que a criatura em questão cometia o pecado da luxúria e, de quebra, o da mentira, já que vivia dizendo pra tia que esta se casara muito bem, que teria um marido fabuloso que a amava muito...E assim se formava uma rede de mentiras...Que tia bobinha...

É leitor,isso me fez lembrar Guimarães Rosa, em seu magnífico livro “Grande Sertão: veredas” ( que não li),quando usou de uma célebre tirada que faz sentido: “viver é muito perigoso”. Pois bem, ele, o grande Guimarães Rosa, não estava errado não, realmente vivemos em perigo constante. Sabemos que esse perigo vem de várias formas , não importa que tipo de pessoa você é, de que classe social advém.Perigo é perigo em qualquer lugar. Hoje a classe média vive o horror nas ruas, com medo de assaltos, trombadas dos inesquecíveis batedores de carteira; em contrapartida a classe alta se cerca de todos os meios, com cerca elétrica, circuito interno de TV, seguranças bem treinados... todavia notícias chegam dos jornais diariamente: “ Empresário é mantido sob poder de seqüestradores há quatro horas”. Sem falar nos seqüestros relâmpagos... Estamos cercados. O que quero dizer é que não temos como escapar desse cêrco. Se ao menos tivéssemos superpoderes...Mas não podemos, nessa altura do campeonato, nos fechar numa bolha e cruzar os braços simplesmente. Isso sim é um grande pecado!

2 comentários:

cem luizes de solidão disse...

aff, que exagero rs
não tá ridícula... tá meio vaga e desconexa, mas tá bem escrita.

e além disso, nem o gabriel garcia marques sempre escreve bem. Esse último livro dele é um lixo completo!

Pensa que se tu fosse famosa muita gente ia comprar só por causa do teu nome...rs

Beijos.

Evan disse...

rsrs, está meio "nonsense" esses diversos assuntos, todos juntos, de uma hora para outra.
Mas parece que foi bem impulsivo... parece que foi num dia que você chegou de saco cheio, omou um banho e escreveu o que veio na mente, na mesma ordem. E quem disse que os nossos pensamentos seguem alguma lógica? rsrs

Gostei, apesar de não saber o fim rsrs... acho que só você sabe esse fim...rsrs... Teve até Guimarães Rosa... fenomenal.

Bem, preciso ir

Beijos,

Evan.